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  • Tudo o que me cai nas mãos...tenho sido uma leitora voraz!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

“AUTOCONFIANÇA” É DIFERENTE DE “NÃO TER MEDO DE NADA.”

“Filho,cuidado, não pule do sofá! Você vai se machucar!”, “ Não brinque na escada que você pode cair!”, “Faca e tesoura não são brinquedos de crianças!”, “Não suba aí!”, “Não puxe o rabo do cachorro!”, “Não coloque o garfo na tomada!”, “Não mexa no fogão!”, “Saia de dentro do freezer!”, “Andar de bicicleta, só de capacete!” Ufa! Coração de mãe tem que ter saúde em dobro!

Nossos filhos gostam e querem experimentar. Faz parte da natureza testar os limites sempre.
Todo e qualquer esporte tem seus riscos e uma preparação física e psicológica adequada, planejamento, equipamentos de segurança e a “noção do perigo” são fundamentais para uma aventura ou sessão de esportes bem sucedidos.
Muitas vezes a iniciação precoce não contempla a maturação psicológica necessária para avaliar os riscos de uma determinada prática, ou não vêem necessidade real de “tantos equipamentos de segurança”. “- Eu já sei andar de skate...não preciso de capacete!”
Nossos filhos precisam de nós para lhes mostrar os verdadeiros riscos escondidos por trás do brilho da aventura. Mostrar as conseqüências da imprudência é nossa responsabilidade e dever. Porém, se não apoiarmos suas iniciativas, muito provavelmente elas serão testadas sem a nossa presença.
Nada mais gratificante para uma pessoa (leia aí: crianças, adolescentes, adultos e melhor idade) do que ter vencido um desafio quando sabe que havia um certo grau de risco. E para todos: nada melhor que um sorriso de encorajamento e orgulho de quem foi testemunha do seu sucesso!

RESPEITO: PEQUENAS COISAS QUE FAZEM A DIFERENÇA II

“Por favor”, “Obrigado”, “Desculpe”, “Com licença”, “Por gentileza”, dar licença, ceder lugar aos mais velhos, falar baixo, comer de boca fechada, sentar com a família durante as refeições, aguardar a sua vez de falar...
Quem lê esta lista imagina que eu esteja falando dos itens básicos de educação que insistimos e repetimos seguidamente aos nossos filhos quando pequenos. No entanto, à medida que as crianças envelhecem parece que desistimos de insistir e repetir como um mantra todas essas regrinhas da educação.
Quantas vezes vimos as crianças que eram doces e respeitosas se transformarem em adolescentes mal educados e grosseiros no trato com todos amigos, parentes e desconhecidos, reservando uma “certa” cordialidade e respeito apenas aos membros de sua tribo.
Como modificar isso?
Não desista! Insista e persista na orientação aos bons modos, mesmo que pareça que eles não estejam aprendendo e absorvendo suas palavras...
No futuro veremos frutificado o resultado deste esforço e persistência.

RESPEITO: PEQUENAS COISAS QUE FAZEM TODA A DIFERENÇA I

É engraçado como é senso comum entre as mães, as pequenas demonstrações de respeito e afeto que ensinamos os filhos a praticar mesmo com aqueles que não conhecemos.
Por exemplo: sempre que uma mãe com o seu filho cruza no parquinho com outra, imediatamente estimula seu filho a se socializar, cumprimentar, brincar, respeitar e emprestar seus brinquedos.
No entanto, quando longe de seus filhos esta educação não se aplica. Explico:
Neste último domingo fui ao clube com meu filho e seus avós para usufruir de um agradável dia de sol.
Existe lá um agradável e enorme parque infantil com diversos brinquedos e bancos para sentar. Em uma sombra próxima de onde meu filho brincava, meus pais foram sentar e encontraram uma bolsa, brinquedos e sapatos no banco sem ninguém por perto. Organizamos todas as coisas ao lado do banco e, sobre uma sacola plástica para não sujarem, usufruímos a agradável sombra e a visão de meu filho brincando.
Qual não foi nossa surpresa quando 2 horas depois um casal apareceu e muito bravos pegaram suas coisas com comentários do tipo “– Que gente folgada! Não viram que o banco estava reservado? Jogaram nossas coisas no chão!”
Fiquei tão chocada com a falta de civilidade e respeito que não consegui responder.
Ora, eles esperavam que ficássemos de pé ou no chão, pois suas coisas tinham prioridade sobre dois idosos e sua família.
A Cidade e o país seriam tão melhores se os pais seguissem os ensinamentos que aplicam aos filhos!

sábado, 1 de maio de 2010

AULAS ESPECIAIS. POR QUE É TÃO IMPORTANTE VOCÊS, PAIS E MÃES, PARTICIPAREM.

“Chegou o grande dia!!!! - O coraçãozinho bate acelerado, mal consegue se manter quieto, nem dormir conseguiu direito. - Hoje é dia de troca de faixas de judô!”
(ou troca de touca de natação, ou apresentação de ballet, ou demonstração de ginástica, ou jogo de campeonato...não importa, a emoção é enorme!)

Mal sabemos qual o turbilhão de emoções passa na cabeça de nossos filhos neste dia. Se um cardiologista fizesse um exame neste momento, certamente eles bateriam o “record mundial” de batimentos cardíacos infantis.
Estar sob prova, correr o risco de falhar na frente de que mais amamos pode significar um stress infantil muito grande. Juntam-se todas as emoções, o querer a aprovação dos pais, a necessidade de ver que nós nos orgulhamos deles, a vontade de vencer o desafio, a consciência das dificuldades de cada um....

E às vezes nem damos a devida importância a este momento:“- Ah, desta vez não vai dar, tenho uma reunião importante....” – Mal sabe você que todos os pais dos amigos estarão lá e só você que não!

Pois é, este é o dia em que nossos filhos esperam tão ansiosamente para ser aprovados e apreciados pelos pais e amigos. Mal sabemos como são intrincadas as relações das crianças: de amigos, colegas, os mais fortes, os mais legais, os da minha turma, os da outra turma, os grandões, os pequenos, os “pivetes”, as ”crianças” (como se todos não o fossem...) Este é o momento do reconhecimento “social e familiar” de uma atividade tão importante na vida deles. “– Olha lá, aquele é o meu pai e minha mãe. E ali do lado, o de cabelo branco é meu avô!”.
E, no final das contas, tudo que eles querem é ser reconhecidos com um maravilhoso e orgulhoso sorriso dos pais, um sinal de positivo durante a prova, receber uma medalha, aplausos ou a faixa das mãos de quem mais ama. Vale a pena todo o stress e a ansiedade.
Mamãe e papai, vale a pena vocês estarem presentes!

“AGORA CHEGOU A HORA DE EMPURRAR O PASSARINHO PARA FORA DO NINHO.”

A águia faz seu ninho no mais alto penhasco que ela encontra. Esta é uma maneira de garantir que os predadores não ameacem seus ovos e oferecer segurança aos filhotes quando eles nascem. Durante muito tempo a águia está segura para procurar comida e levar à boca dos filhotes que ficam aquecidos e seguros no alto do penhasco. Aos poucos ela começa a mostrar como se movimentar, os limites do ninho e como bater as asas. Gradativamente, com o alimento e a dedicação da mamãe águia, os filhotes começam a se sustentar no ar ainda sobre o penhasco e com aquela bela almofada que é o ninho. Neste momento, certamente o coração da mamãe águia começa a se preocupar pois o momento do grande vôo está se aproximando. Apesar do olhar de pânico dos filhotes a águia os empurra para fora do ninho confiando que todo seu esforço vai resultar num belo e harmonioso vôo solo.
Assim como a águia demonstra confiança no seu empenho e nas lições que passou aos filhotes, nós também temos que confiar nos valores morais e de comportamento que passamos aos nossos filhos. Muitas vezes se trata de um vôo bem baixinho e perto do chão, mas não deixa de ser um grande passo para vôos mais altos.
Confie em você. Seu filho vai se sair muito bem sozinho.

DISCIPLINA E AMOR, O SEGREDO DO SUCESSO NO CRESCIMENTO DA CRIANÇA.

Acho que uma das tarefas mais difíceis na vida dos pais é negar coisas aos filhos. No momento em que colocam aquele “pacotinho” que acabou de nascer no nosso colo, a nossa vontade é dar o mundo e um pouco mais para eles. E o incrível é que a paixão e o desejo de prover só aumentam a cada dia. Pois é, mas a vida não é assim, precisamos preparar nossas crias para enfrentar o mundo e não torná-los pequenos ditadores a quem não se nega nada. E a fórmula para prepará-los para a vida é muito simples. Disciplina e amor.
A criança não pode fazer tudo o que quer e quando quer. Isto é fato. Até porque quem é capaz de atender a tantos caprichos em tão pouco tempo?
Uma coisa que muitos pais não sabem é que as crianças pedem para dar limites a elas. E a forma que elas fazem isso é “abusar” um pouquinho mais a cada vez. Se você estabelecer que aquele ponto é o limite, permaneça firme. Se seu filho tentar ultrapassá-lo algumas vezes significa apenas que ele está confirmando sua posição como definida e isto trará segurança para ele. Depois de algum tempo ele não precisará mais testar pois ele saberá por si só até onde pode chegar.
Se você estabeleceu que para um determinado pedido a resposta é não, fique firme. Esta resposta tem que ser “não”, mesmo que seu filho insista e pergunte 45.983 vezes a mesma coisa.
Desta maneira, ele irá formando seu repertório de coisas certas e erradas, coisas que podem e não podem ser feitas, do que é permitido e o que é proibido.
No futuro ele até pode optar por fazer algo proibido, mas com certeza terá consciência disto. Além disto, ele observa o mundo a sua volta e compara a sua atuação com a dos pais dos amigos. Certamente em algum momento ele irá gritar: “– A mãe do meu amigo deixa!!!!!”
Não se preocupe, este momento passa e durante toda vida ele se lembrará de quem transmitiu os valores morais e de comportamento que ele carregará para sempre.

MEU FILHO NÃO QUER MAIS FAZER AQUELA ATIVIDADE DE QUE TANTO GOSTAVA...O QUE FAÇO?

É verdade, às vezes isto pode acontecer...
“- Desde bebezinho ele adorava água, fez natação com 6 meses de idade e agora com 8 não pode nem mais olhar para a piscina.” Ou, “- Ele sempre quis fazer futebol, me fez comprar o uniforme completo do Palmeiras, a bandeira, o vídeo dos melhores momentos do time e, em todos os aniversários, ele só pedia bolas de futebol e agora não quer nem assistir os jogos na TV.” O que faço?
Pode ser que simplesmente ele enjoou da atividade. Depois de tanta dedicação e empenho, aquela modalidade não oferece mais a novidade necessária aos desejos da criança pelo desafio e pelo novo.
Às vezes pode ser uma fase passageira em que será necessário dar um tempo para seu filho experimentar outras modalidades, conviver com outras pessoas e conhecer novos professores. Este “tempo” pode levá-lo a entender que o que ele gosta mesmo é aquela modalidade que praticava desde pequeno, com a qual ele se diverte mais e onde se sente feliz. Ou ao contrário, aquela fase “futebol” já passou e ele vai direcionar os interesses dele para outra modalidade.
Não se preocupe. O importante é que ele tenha a maior vivência motora possível, isto é, experimente atividades e exercícios novos. Isto só vai enriquecer a experiência dele e vai torná-lo mais apto aos desafios que ele enfrentará na vida. Mesmo alterando sua rotina de horários, esta mudança só trará benefícios para ele tornando-o uma criança mais completa e feliz.