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  • Tudo o que me cai nas mãos...tenho sido uma leitora voraz!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Rozov foi para Roma!

"-Rozov vai para Roma!!"
A frase continuou ecoando pela minha cabeça pelos quatro meses seguintes ao o prêmio Quem Sabe? no EG2011. Fiquei esse tempo todo sem acreditar que era verdade. Como se fosse uma história contada sobre outra pessoa... Eu tinha um misto de incredulidade, prazer, emoção e irrealidade que me fez deslizar por esse tempo todo ante a perspectiva de ir pela primeira vez para a Europa. E foi uma delicia ver minha equipe orgulhosa de mim. Eu, que me achava o elemento mais fraco da nossa equipe, já que fui escolhida no meio de dois especialistas... "Você merece!" foi uma frase que ouvi muito nestes meses.
Não posso deixar de comentar como esse premio foi tão importante para mim que, aos 45 anos consegui, novamente, deixar os meus pais orgulhosos! Não importa a idade, despertar esse tipo de emoção nesta altura do campeonato, e' especial. Ganhei deles, como reconhecimento, U$ 1.000,00 para usar na viagem. Muito bem utilizados, por sinal!
Chegou finalmente o dia!
Malas prontas há uma semana, passaporte e e-tkt checados 700 vezes, cartões e euros-ok, bolsa, mala de mão, canivete deixado em casa (perdi a conta de quantos tive que jogar naquela caixinha antes do embarque por esquecer de tirar da bolsa! Aqui vale uma explicação: canivete para quem tem filho é uma santa ajuda para: abrir embalagens, descascar frutas, abrir a algum brinquedo para trocar a pilha, e outras mirabolantes atividades necessárias para acompanhar um filho se você não dispõe dos serviços abençoados de uma babá).
Tudo pronto, filhote e marido foram para a escola e trabalho depois de milhares de beijos e recomendações, pais orgulhosos a postos para servir de shuttle pro aeroporto e nada do motoboy chegar com os vouchers do grupo! Ai, ai, ai...paciência. Vambora pro aeroporto, ele nos acha lá!
No aeroporto, todo o grupo, malas e vouchers conseguiram se encontrar a tempo do embarque. 13 horas e caras amassadas depois, chegamos a Paris para fazer a conexão para Bolonha. O aeroporto Charles de Gaule é gigante e, lógico, nossa sala de embarque era, mais ou menos, na Ucrânia! "Corre moçada!!" Ainda bem que estávamos em um grupo de 7 pessoas e o nosso avião foi obrigado a nos esperar.  Finalmente, após uma atendente linda e mega mal humorada, conseguimos embarcar... mais 2 horas de vôo e tive o desprazer de ser confundida com um travesseiro por uma coreana que estava sentada ao meu lado. Ninguém merece!
Nova surpresa em Bolonha... as malas do grupo inteiro foram extraviadas. Excelente hora para testar meu inglês enferrujado e meu italiano inexistente. Conseguimos registrar tudo e vamos para Technogym com três horas de atraso, com direito a um pitstop para comprar artigos de higiene e roupas para o grupo sobreviver ate o feliz reencontro com as malas.
Posso dizer que não tínhamos as melhores expectativas quanto à visita na Technogym. Quando recebemos a agenda da viagem ficamos um pouco reativos quanto a "gastar" 3 dias de nosso premio com cursos e palestras. No entanto, fomos surpreendidos com uma recepção mais do que acolhedora e atenciosa, o conteúdo das palestras foi super interessante e, ficamos com aquele gostinho de “quero mais”. Fiquei MUITO impressionada e virei fã de carteirinha! Tiro o chapéu para os caras! Alem disso tivemos o prazer de sermos levado para jantar todos os dias para as nossas primeiras excursões pelo mundo maravilhoso da cozinha na Itália. Sensacional!
Dois dias depois, já quase na hora de ir para Roma, finalmente as malas chegaram!!!!! EEEEEEEEEEEE.... saímos da condição de GSR, Grupo dos Sem Roupas.
Felizes e revigorados conseguimos perder o trem para Bolonha! Isso mesmo! Tínhamos passagens, estávamos no horário na estação de trem, o trem chegou, foi embora e nós não entramos! Braziliani tutti stronzi! kkk
Ok, ok. Sobrevivemos e conseguimos chegar em Roma. A cidade é um encanto. Cada lugar que fomos, cada lugar que olhamos tem um detalhe, tem uma historia. E que povo bonito! Vou te dizer que os homens italianos são super vaidosos e super arrumados o tempo todo. Parecia que estávamos no meio de uma agencia de modelos. Do lixeiro ao sorveteiro, do policial ao garçom. Lindos!
Tivemos momentos encantadores, engraçados, emocionantes. Inesquecíveis!
Vaticano, Piazza de Espanha, Fontana de Trevi, Via Del Corso, Castelo San Angelo, Trastevere...tudo é fascinante e lindo. Tive ainda o privilegio de ir para Firenze e Veneza. Mas isso fica para outra historia.
Rozov foi para Roma e se apaixonou pela Itália!

terça-feira, 8 de março de 2011

Comer verdinhos: o segredo é o exemplo.

Assim como qualquer bom hábito, nada como o exemplo.
Vamos lá, você começou a comer brócolis, couve, espinafre e frutas por que a sua mãe insistia ou por que ela também comia? (Ou será que vc vai ter coragem de assumir que vc não come verduras mas acha que seu filho deve comer?)
Vamos imaginar que você sempre foi aberto a novas exeperiências alimentares:
Você teve coragem de experimentar o grão-de-bico e a couve de bruxelas por que vc tinha uma curiosidade gastronômica sobre os sabores e o maravilhoso aroma deles?
Lógico que sua mãe insistia que vc experimentasse, mas o fundamental é que ela tirava tudo isso do prato dela! E você conferia: no final ela comia tudinho!
Ok,ok... você não achou  a escarola ou a endívia maravilhosas na primeira bocada, mas colocando no meio da refeição, combinando com outros pratos, na quarta ou quinta vez você começou a gostar.
Com as crianças e a comida é a mesma coisa.
Eles só acharão natural comer salada em todas as refeições se você a colocar no prato (seu e dele) e comer.
Não faz mal comentar sobre o valor nutricional e que faz bem para a saúde, mas o legal é cobinar com coisas que ele já gosta.
Nada de inventar e tentar fazê-lo experimentar todos os elementos novos no prato de uma vez só. Calma no andor. Um elemento novo de cada vez. E insista. Não quis comer da primeira vez? No mínimo: é obrigatório experimentar e, coloque o mesmo alimento outras vezes no prato. Dizem os sábios da nutrição (que eu tomo a liberdade de parafrasear) que a criança só se habitua a um sabor lá pela quinta ou sexta vez que come.
Tudo bem que alguns alimentos e temperos ele realmente não vai gostar. Faz parte da vida.
Eu, por exemplo, não suporto coentro mas,adoro uma salada bem colorida e bem temperada.
Obrigada Mammy!

domingo, 2 de janeiro de 2011

Ano Novo

Então tá, vamos falar de resoluções de ano novo:
Em primeiro lugar temos que estabelecer: NADA MUDOU! As crianças continuam lá, o maridão também, assim como a empregada, a escola, o trabalho, as aulas de reforço escolar (tão necessárias ás vezes!), o trânsito, os cabelos brancos e a barriguinha "que insiste em fazer companhia à celulite".Todos firmes e fortes na nossa vida.
Bom, então o que fazer?
Olha, eu sempre inicio o ano com um agradecimento de coração: -Obrigada por me fazer crescer, por ter família e amigos que me trazem alegria e "emoções", nem sempre desejadas mas, intensas e, obrigada por me fazer curtir por mais um ano.
Depois eu me programo para prestar atenção em detalhes que eu deixei passar batido ou que dei pouca importância no ano anterior. Por exemplo:
1. Sempre dizer ao meu filho onde vou, o que farei durante este tempo e a que horas nos encontraremos de novo. Isto dá a criança a noção que temos vida própria e responsabilidades e, que ele pode ficar tranquilo: Eu volto!
2.Dar razão à criança quando ela tiver razão! Tentamos criar nosso filho para ter noção de certo e errado e, quando ele nos pega fazendo algo errado, não posso usar minha autoridade de mãe para sobrepor o que é correto. Peço desculpas e tento não errar de novo. Isso também o ajuda a entender que sou humana e não uma super mulher infalível.
3.Dar toda atenção possível para meus pais. Não os terei para sempre. Isso também ensina a meu filho o respeito aos mais velhos e ensiná-lo a cuidar de quem cuidou de nós.
4. Ser paciente com meus irmãos e minhas cunhadas. No final das contas, não os escolhi. Todos me foram dados de presente por essa maravilhosa entidade chamada familia. Serve também para me tornar tolerante e compreensiva com as escolhas alheias. Cada um sabe onde mora sua felicidade. Não me cabe julgar mas, sim acolher e conviver da melhor maneira possível.
Feliz Ano Novo.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

“AUTOCONFIANÇA” É DIFERENTE DE “NÃO TER MEDO DE NADA.”

“Filho,cuidado, não pule do sofá! Você vai se machucar!”, “ Não brinque na escada que você pode cair!”, “Faca e tesoura não são brinquedos de crianças!”, “Não suba aí!”, “Não puxe o rabo do cachorro!”, “Não coloque o garfo na tomada!”, “Não mexa no fogão!”, “Saia de dentro do freezer!”, “Andar de bicicleta, só de capacete!” Ufa! Coração de mãe tem que ter saúde em dobro!

Nossos filhos gostam e querem experimentar. Faz parte da natureza testar os limites sempre.
Todo e qualquer esporte tem seus riscos e uma preparação física e psicológica adequada, planejamento, equipamentos de segurança e a “noção do perigo” são fundamentais para uma aventura ou sessão de esportes bem sucedidos.
Muitas vezes a iniciação precoce não contempla a maturação psicológica necessária para avaliar os riscos de uma determinada prática, ou não vêem necessidade real de “tantos equipamentos de segurança”. “- Eu já sei andar de skate...não preciso de capacete!”
Nossos filhos precisam de nós para lhes mostrar os verdadeiros riscos escondidos por trás do brilho da aventura. Mostrar as conseqüências da imprudência é nossa responsabilidade e dever. Porém, se não apoiarmos suas iniciativas, muito provavelmente elas serão testadas sem a nossa presença.
Nada mais gratificante para uma pessoa (leia aí: crianças, adolescentes, adultos e melhor idade) do que ter vencido um desafio quando sabe que havia um certo grau de risco. E para todos: nada melhor que um sorriso de encorajamento e orgulho de quem foi testemunha do seu sucesso!

RESPEITO: PEQUENAS COISAS QUE FAZEM A DIFERENÇA II

“Por favor”, “Obrigado”, “Desculpe”, “Com licença”, “Por gentileza”, dar licença, ceder lugar aos mais velhos, falar baixo, comer de boca fechada, sentar com a família durante as refeições, aguardar a sua vez de falar...
Quem lê esta lista imagina que eu esteja falando dos itens básicos de educação que insistimos e repetimos seguidamente aos nossos filhos quando pequenos. No entanto, à medida que as crianças envelhecem parece que desistimos de insistir e repetir como um mantra todas essas regrinhas da educação.
Quantas vezes vimos as crianças que eram doces e respeitosas se transformarem em adolescentes mal educados e grosseiros no trato com todos amigos, parentes e desconhecidos, reservando uma “certa” cordialidade e respeito apenas aos membros de sua tribo.
Como modificar isso?
Não desista! Insista e persista na orientação aos bons modos, mesmo que pareça que eles não estejam aprendendo e absorvendo suas palavras...
No futuro veremos frutificado o resultado deste esforço e persistência.

RESPEITO: PEQUENAS COISAS QUE FAZEM TODA A DIFERENÇA I

É engraçado como é senso comum entre as mães, as pequenas demonstrações de respeito e afeto que ensinamos os filhos a praticar mesmo com aqueles que não conhecemos.
Por exemplo: sempre que uma mãe com o seu filho cruza no parquinho com outra, imediatamente estimula seu filho a se socializar, cumprimentar, brincar, respeitar e emprestar seus brinquedos.
No entanto, quando longe de seus filhos esta educação não se aplica. Explico:
Neste último domingo fui ao clube com meu filho e seus avós para usufruir de um agradável dia de sol.
Existe lá um agradável e enorme parque infantil com diversos brinquedos e bancos para sentar. Em uma sombra próxima de onde meu filho brincava, meus pais foram sentar e encontraram uma bolsa, brinquedos e sapatos no banco sem ninguém por perto. Organizamos todas as coisas ao lado do banco e, sobre uma sacola plástica para não sujarem, usufruímos a agradável sombra e a visão de meu filho brincando.
Qual não foi nossa surpresa quando 2 horas depois um casal apareceu e muito bravos pegaram suas coisas com comentários do tipo “– Que gente folgada! Não viram que o banco estava reservado? Jogaram nossas coisas no chão!”
Fiquei tão chocada com a falta de civilidade e respeito que não consegui responder.
Ora, eles esperavam que ficássemos de pé ou no chão, pois suas coisas tinham prioridade sobre dois idosos e sua família.
A Cidade e o país seriam tão melhores se os pais seguissem os ensinamentos que aplicam aos filhos!